Composição química, degradabilidade ruminal e tempo de colonização de suplementos concentrados com torta de crambe

  • Rosielen Augusto Patussi Universidade Federal da Grande Dourados, Faculdade de Ciências Agrárias, Dourados, MS
  • Rafael Henrique de Tonissi e Buschinelli de Goes Universidade Federal da Grande Dourados, Faculdade de Ciências Agrárias, Dourados, MS
  • Milene Puntel Osmari Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Zootecnia, Maringá, PR
  • Antonio Ferriani Branco Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Zootecnia, Maringá, PR
  • Euclides Reuter de Oliveira Universidade Federal da Grande Dourados, Faculdade de Ciências Agrárias, Dourados, MS
  • Marcos Vinicius Moraes de Oliveira Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Aquidauana, MS
  • Jefferson Rodrigues Gandra Universidade Federal da Grande Dourados, Faculdade de Ciências Agrárias, Dourados, MS
Palavras-chave: bovinos, composição química, coproduto, digestibilidade, Crambe abyssinica Hochst.

Resumo

O objetivo foi avaliar a composição química, digestibilidade in vitro, degradabilidade in situ e tempo de colonização de suplementos concentrados com diferentes níveis de inclusão de torta de crambe. Foram avaliados cinco níveis de inclusão de torta de crambe (0%, 2,5%, 5,0%, 10% e 15%) aos suplementos concentrados em substituição ao farelo de soja. A composição química e digestibilidade dos nutrientes foram distribuídas em delineamento inteiramente casualizado com cinco tratamentos e três repetições, e os dados submetidos a teste de regressão. As curvas de degradação dos nutrientes foram obtidas por procedimento regressão não linear. Os teores de proteína bruta (PB), extrato etéreo, nutrientes digestíveis totais, carboidratos totais, matéria mineral e digestibilidade in vitro da matéria seca (MS) não foram influenciados pela inclusão de torta de crambe ao suplemento concentrado. Os teores da fibra em detergente neutro (FDN) e hemicelulose apresentaram comportamento linear decrescente o teor de carboidratos não estruturais apresentou comportamento linear crescente com inclusão da torta de crambe ao suplemento concentrado em substituição ao farelo de soja. A inclusão da torta de crambe ao suplemento concentrado não alterou a degradabilidade efetiva da MS, PB e FDN, que apresentaram valores médios de 51,56%, 61,21% e 39,21%, respectivamente, para a taxa de 5%/h. No entanto, a inclusão de 15% de torta de crambe ao suplemento concentrado apresentou maior degradação potencial da PB e da FDN ao longo dos tempos de incubação ruminal. A inclusão de até 15% da torta de crambe em substituição ao farelo de soja em suplemento concentrado para bovinos altera a composição química, mas não influencia a digestibilidade da matéria seca e a degradabilidade dos nutrientes, tornando uma alternativa viável à nutrição animal.
Publicado
05-10-2015
Como Citar
Patussi, R., Goes, R., Osmari, M., Branco, A., Oliveira, E., Oliveira, M., & Gandra, J. (2015). Composição química, degradabilidade ruminal e tempo de colonização de suplementos concentrados com torta de crambe. Boletim De Indústria Animal, 72(3), 200-208. https://doi.org/10.17523/bia.v72n3p200
Seção
NUTRIÇÃO ANIMAL

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