Taxa de prenhez em receptoras bovinas com diferentes graus de assincronia embrião-útero

  • Raquel Rodrigues Costa Mello Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Departamento de Reprodução e Avaliação Animal, Instituto de Zootecnia, Seropédica, RJ
  • Matheus Elias de Oliveira Morais Faculdade de Jaguariúna, Escola de Veterinária, Jaguariúna, SP
  • Joaquim Esquerdo Ferreira Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Departamento de Reprodução e Avaliação Animal, Instituto de Zootecnia, Seropédica, RJ
  • Marco Roberto Bourg Mello Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Departamento de Reprodução e Avaliação Animal, Instituto de Zootecnia, Seropédica, RJ
Palavras-chave: produção in vitro, assincronia, prenhez.

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do grau de assincronia da receptora sobre a taxa de prenhez após a transferência de embriões bovinos produzidos in vitro. Foram utilizados dados da Empresa Minerembryo, localizada em Alfenas, MG, referentes a 335 novilhas mestiças receptoras, distribuídas em três grupos de acordo com o grau de assincronia: assincronia -1: o estro da receptora ocorreu um dia antes da aspiração folicular (grupo I, n=106 animais); sincronia 0: o estro da receptora ocorreu no dia da aspiração folicular (grupo II, n=119 animais) e assincronia +1: o estro da receptora ocorreu um dia após a aspiração folicular (grupo III, n=110 animais). Os resultados foram analisados pelo teste Qui-quadrado, com nível de significância de 5%. As taxas de prenhez para os grupos I, II e III foram 34,90; 35,29 e 33,63, respectivamente. Não se observou efeito (P=0,98) do grau de assincronia sobre a taxa de prenhez. Portanto, pode-se concluir que é viável a utilização de receptoras com maior grau de assincronia, melhorando o aproveitamento das mesmas em programas de produção in vitro de embriões bovinos.
Publicado
31-03-2016
Como Citar
Mello, R., Morais, M., Ferreira, J., & Mello, M. (2016). Taxa de prenhez em receptoras bovinas com diferentes graus de assincronia embrião-útero. Boletim De Indústria Animal, 73(1), 88-93. https://doi.org/10.17523/bia.v73n1p88
Seção
REPRODUÇÃO ANIMAL