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USO DA SILAGEM DE TRIGO NA DIETA DE NOVILHAS GIR LEITEIRO

Autores
Diorgenes Steve Soares de Lisboa

Resumo

Objetivou-se avaliar o efeito da silagem de trigo (ST), cultivar MGS3 Brilhante, sobre a eficiência alimentar, comportamento ingestivo e emissão de metano entérico em novilhas Gir Leiteiro. Foram utilizadas 32 novilhas com peso médio inicial de 357 ± 28,2 kg e 797 ± 26 dias de idade, distribuídas em quatro tratamentos (n=8/tratamento). As dietas continham silagem de milho (SM) e ST como volumoso, ureia, farelo de soja, fubá de milho e núcleo mineral como concentrado, na relação volumoso:concentrado de 75:25, com níveis crescentes de ST (0%, 33%, 67% e 100%) em substituição à SM. Os animais foram mantidos em baias coletivas com comedouros eletrônicos e balança acoplada aos bebedouros (Intergado/Ponta®) por 113 dias. A emissão de metano entérico (CH₄) foi mensurada por cinco dias consecutivos a partir do 107º dia, pela técnica do hexafluoreto de enxofre (SF6). Adotou-se delineamento inteiramente casualizado, com análise pelo proc GLM no SAS e comparação de médias pelo teste de Tukey a 5%. Não houve efeito das dietas sobre o consumo de matéria seca (CMS). O consumo de fibra em detergente ácido (CFDA) foi mais alto nos animais do tratamento com 100% de ST (2,22 kg) em comparação aos do tratamento com 0% de ST (1,94 kg) (P < 0,01). O consumo de fibra fisicamente efetiva (FDNfe) foi maior no tratamento com 100% de ST (2,85 kg) (P < 0,0001), seguido pelos tratamentos com 33% e 67% de ST (2,50 kg e 2,40 kg, respectivamente), e a menor média no tratamento sem inclusão (0% ST, 2,01 kg). O consumo de carboidratos não fibrosos (CCNF) foi mais alto nos animais do tratamento com 0% de ST (3,34 kg) em relação aos dos tratamentos com 67% e 100% de ST (2,93 kg e 2,54 kg, respectivamente) (P < 0,0001). Os animais do tratamento com 0% e 33% de ST apresentaram maiores ganho médio diário (GMD) (1,18 kg e 1,09 kg), índice de Kleiber (IK) (12,8×10⁻³ kg e 11,74×10⁻³ kg) e eficiência alimentar (EA) (14,5 kg/kg e 13,4 kg/kg) em comparação aos dos tratamentos com 67% e 100% de ST (P < 0,0001). A conversão alimentar (CA) foi maior nos animais dos tratamentos com 100% de ST (9,66 kg/kg) em relação aos dos tratamentos com 33% e 0% de ST (7,54 kg/kg e 6,92 kg/kg, respectivamente) (P < 0,0002). A frequência de visitas ao cocho (FV) foi maior nos animais do tratamento com 100% de ST (92 visitas/dia) em relação aos do tratamento com 0% de ST (63,8 visitas/dia) (P < 0,02). O consumo de matéria seca por visita (CMS/V) foi mais alto nos animais do tratamento com 0% de ST (0,15 kg) em comparação aos do tratamento com 100% de ST (0,08 kg) (P < 0,004). Entre as características de emissão de metano, apenas a emissão por kg de ganho de peso (CH₄/GMD) diferiu entre os tratamentos, sendo maior nos animais dos tratamentos com 100% e 67% de ST (147 g/kg e 126 g/kg, respectivamente) (P < 0,0001). As características de eficiência alimentar, comportamento ingestivo e emissão de metano entérico de novilhas alimentadas com 33% de ST não se diferenciaram das novilhas alimentadas com 0% de ST.

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