16/03/2026
Instituto de Zootecnia avalia desempenho de cultivares e aplicação de novas tecnologias no enfrentamento às mudanças climáticas

Comemorado em 16 de
março, o Dia de Conscientização das
Mudanças Climáticas busca articular atos, debates e mobilizações
relacionados a medidas de proteção dos ecossistemas brasileiros, promovendo
discussões sobre os impactos do nosso estilo de vida no planeta Terra e medidas
de mitigação, o que inclui a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.
Visando minimizar os efeitos das mudanças climáticas na produção de forrageiras
de inverno para silagem, pesquisas do Instituto de
Zootecnia (IZ–APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do
Estado de SP, avaliam o desempenho de diferentes cultivares em função da época de plantio e emprego de produtos bioestimulantes.
De acordo com o
coordenador do IZ, Enilson Ribeiro, pesquisador responsável pelas pesquisas,
desde 2023 o IZ vem estudando a performance agrícola de forrageiras para
silagens plantadas na safrinha (milho, sorgo gigante, sorgo podium e aveia).
Nos últimos anos, no entanto, a produção de milho para grãos nessa época tem
sido prejudicada pelas mudanças climáticas. “Nosso objetivo é avaliar a
adaptabilidade de diferentes plantas forrageiras e da qualidade de suas
silagens em plantio tardio”, elucida Ribeiro.
O pesquisador explica
que as condições climáticas na região de Campinas, onde está sendo desenvolvido
o trabalho, não têm sido favoráveis ao desempenho das culturas. “Em 2023 choveu
233,86 mm durante o período experimental, em 2024 foram 145,53 mm e em 2025
apenas 66,04 mm”, detalha, acrescentando que, em 2024, as chuvas foram mal
distribuídas, prejudicando ainda mais o desenvolvimento das plantas.
Ribeiro relata que,
apesar de o milho ter sido a forrageira mais produtiva nos três anos, sua
produção caiu de 30 toneladas por hectare em 2024, para 21 e 22 toneladas nos
anos seguintes. As demais culturas monitoradas também tiveram queda de produção
frente a esse cenário.
Outra pesquisa,
iniciada em 2025, avalia a melhor época de plantio e uso de um fertilizante
foliar organomineral para forrageiras (milho, sorgo gigante, sorgo podium,
trigo, aveia). O projeto envolveu plantios realizados na primeira e segunda
quinzena de fevereiro e primeira e segunda quinzena de março, com e sem uso
desse produto. “Ano passado o plantio realizado na primeira quinzena de
fevereiro teve maior produção e o uso do bioestimulante também teve efeito
positivo. Vamos continuar avaliando nas safras seguintes, mas pelos resultados
da primeira safra, estas duas estratégias devem minimizar os efeitos negativos
das mudanças climáticas na produção de forrageiras”, conclui o coordenador do
IZ.
Por Alexandra Cordeiro
Comunicação IZ
alexandra.cordeiro@sp.gov.br
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