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24/04/2026

Avaliações Genéticas que melhoram a rentabilidade do produtor e contribuem para segurança alimentar

Você sabia que a genética dos animais contribuem para quantidade e qualidade dos seus produtos? O Laboratório de Genética e Biotecnologia do Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo investe no desenvolvimento de tecnologias para avaliações genéticas que podem melhorar a rentabilidade do produtor e a qualidade dos produtos. Você pode tirar suas dúvidas sobre este assunto com o pesquisador do IZ Aníbal Eugênio Vercesi Filho, que estará na Agrishow.

O laboratório é reconhecido pelo desenvolvimento de metodologias para detecção de fraudes em produtos lácteos. Pioneiro na identificação do leite A2 no país, realiza análises que garante a pureza deste leite possibilitando sua certificação, garantindo mais segurança ao consumidor e maior retorno econômico para o produtor. O leite A2 é livre da beta-caseína A1, que causa desconforto gastrointestinal em algumas pessoas.

O pesquisador Aníbal Eugênio Vercesi Filho, diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Genética do IZ explica que para formação de rebanho que produz apenas leite tipo A2 é feita a genotipagem dos animais identificando sua constituição genética. “Com estes dados conseguimos fazer um mapa genético dos animais indicando um programa de melhoramento e formação de rebanho que produza apenas leite A2. A genotipagem é fundamental para o produtor que quer iniciar a produção desse tipo de leite, porque ele poderá traçar a melhor estratégia para separar os animais e produzir esse produto de maior valor agregado”, comenta Vercesi.

No laboratório também são realizadas análises para detecção e quantificação de leite bovino em produtos lácteos de búfalas, cabras e ovelhas. Com o maior valor agregado nos leites de búfalas, cabras e ovelhas alguns produtores e latícinios não idôneos acabam misturando leite de vaca e vendendo como se fossem produtos puros. O IZ é referência nos exames para certificação da pureza de lácteos bubalinos e em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos – ABCB é responsável pelo Selo de Pureza – 100% Búfalo ABCB. A certificação garante maior segurança alimentar, agregação de valor e rastreabilidade do produto, favorecendo todos os elos da cadeia produtiva.

Recentemente nova metodologia que permite a seleção de búfalos para maior rendimento de queijo foi desenvolvida noInstitutoe deve contribuir para o melhoramento genético de bubalinos, melhorarando a produtividade do queijomuçarela. “Nós desenvolvemos e padronizamos metodologia para genotipar o gene CSN3 da caseína cujo alelo B está associado a maior rendimento de queijo. Ou seja, o leite dos animais que têmesse alelo tem maior rendimento de queijo”, comenta Vercesi.

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