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DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS em 2026
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Efeito da inclusão de leguminosas em forragem de capim Marandu na fermentação ruminal e produção de gases
Ana Beatriz Felisberto de Sousa
resumo
| íntegra (PDF)
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A inclusão de leguminosas forrageiras nos sistemas tropicais é uma estratégia usada
para melhorar a qualidade nutricional da dieta, assim como a eficiência fermentativa.
O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito de diferentes níveis de inclusão das
leguminosas Macrotiloma (Macrotyloma axillare), Calopogônio (Calopogonium
mucunoides) e Soja Perene (Neonotonia wightii) em forragem de capim Marandu
(Urochloa brizantha cv. Marandu) sobre os parâmetros de fermentação ruminal. O
experimento foi conduzido no Instituto de Zootecnia de Nova Odessa e as coletas de
amostras de forragem foram realizadas nos períodos de águas (dezembro de 2024)
e seca (maio de 2025). Os treze tratamentos foram: tratamento 1 a 4 (T1 a T4)
forragens exclusivas, T5 a T7 níveis de inclusão de forragem de Macrotiloma nas
amostras de 25, 50 e 75%, respectivamente e T8 a T10 inclusão de Calopogônio e
T11 a T13 inclusão de Soja Perene nas mesmas proporções e o delineamento foi
inteiramente ao acaso comtrês repetições de área em dois períodos de avaliação. As
variáveis analisadas incluíram a composição química da dieta, digestibilidade in vitro
da matéria seca, produção de gases totais e de metano in vitro, degradabilidade da
fibra, concentração de nitrogênio amoniacal, ácidos graxos de cadeia curta e taninos.
A inclusão das leguminosas melhorou a eficiência fermentativa da dieta e a qualidade
nutricional, com aumento da proteína bruta e redução na fração de fibras, e menor
perda energética em produção de gases. Macrotiloma e Soja Perene obtiveram os
melhores resultados no período de águas, com níveis de inclusão recomendados de
50 a 75%; enquanto na seca a Macrotiloma e Calopogônio mantiveram melhor
desempenho, com níveis de inclusão recomendados de 50 a 75% e 25 a 50%,
respectivamente.
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USO DA SILAGEM DE TRIGO NA DIETA DE NOVILHAS GIR LEITEIRO
Diorgenes Steve Soares de Lisboa
resumo
| íntegra (PDF)
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Objetivou-se avaliar o efeito da silagem de trigo (ST), cultivar MGS3 Brilhante, sobre a
eficiência alimentar, comportamento ingestivo e emissão de metano entérico em novilhas Gir
Leiteiro. Foram utilizadas 32 novilhas com peso médio inicial de 357 ± 28,2 kg e 797 ± 26 dias
de idade, distribuídas em quatro tratamentos (n=8/tratamento). As dietas continham silagem de
milho (SM) e ST como volumoso, ureia, farelo de soja, fubá de milho e núcleo mineral como
concentrado, na relação volumoso:concentrado de 75:25, com níveis crescentes de ST (0%,
33%, 67% e 100%) em substituição à SM. Os animais foram mantidos em baias coletivas com
comedouros eletrônicos e balança acoplada aos bebedouros (Intergado/Ponta®) por 113 dias.
A emissão de metano entérico (CH₄) foi mensurada por cinco dias consecutivos a partir do 107º
dia, pela técnica do hexafluoreto de enxofre (SF6). Adotou-se delineamento inteiramente
casualizado, com análise pelo proc GLM no SAS e comparação de médias pelo teste de Tukey
a 5%. Não houve efeito das dietas sobre o consumo de matéria seca (CMS). O consumo de fibra
em detergente ácido (CFDA) foi mais alto nos animais do tratamento com 100% de ST (2,22
kg) em comparação aos do tratamento com 0% de ST (1,94 kg) (P < 0,01). O consumo de fibra
fisicamente efetiva (FDNfe) foi maior no tratamento com 100% de ST (2,85 kg) (P < 0,0001),
seguido pelos tratamentos com 33% e 67% de ST (2,50 kg e 2,40 kg, respectivamente), e a
menor média no tratamento sem inclusão (0% ST, 2,01 kg). O consumo de carboidratos não
fibrosos (CCNF) foi mais alto nos animais do tratamento com 0% de ST (3,34 kg) em relação
aos dos tratamentos com 67% e 100% de ST (2,93 kg e 2,54 kg, respectivamente) (P < 0,0001).
Os animais do tratamento com 0% e 33% de ST apresentaram maiores ganho médio diário
(GMD) (1,18 kg e 1,09 kg), índice de Kleiber (IK) (12,8×10⁻³ kg e 11,74×10⁻³ kg) e eficiência
alimentar (EA) (14,5 kg/kg e 13,4 kg/kg) em comparação aos dos tratamentos com 67% e 100%
de ST (P < 0,0001). A conversão alimentar (CA) foi maior nos animais dos tratamentos com
100% de ST (9,66 kg/kg) em relação aos dos tratamentos com 33% e 0% de ST (7,54 kg/kg e
6,92 kg/kg, respectivamente) (P < 0,0002). A frequência de visitas ao cocho (FV) foi maior nos
animais do tratamento com 100% de ST (92 visitas/dia) em relação aos do tratamento com 0%
de ST (63,8 visitas/dia) (P < 0,02). O consumo de matéria seca por visita (CMS/V) foi mais alto
nos animais do tratamento com 0% de ST (0,15 kg) em comparação aos do tratamento com
100% de ST (0,08 kg) (P < 0,004). Entre as características de emissão de metano, apenas a
emissão por kg de ganho de peso (CH₄/GMD) diferiu entre os tratamentos, sendo maior nos
animais dos tratamentos com 100% e 67% de ST (147 g/kg e 126 g/kg, respectivamente) (P <
0,0001). As características de eficiência alimentar, comportamento ingestivo e emissão de
metano entérico de novilhas alimentadas com 33% de ST não se diferenciaram das novilhas
alimentadas com 0% de ST.
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